Hilda Salomão – Atelier – Salvador – Bahia

Hilda Maria Salomão, um nome que traduz arte e tradição, na pintura e na escultura – Por Francisco Senna

HILDA MARIA SALOMÃO, um nome que traduz arte e tradição, na pintura e na escultura. Uma referência, uma tendência, uma escola…

Graduada pela Escola de Belas Artes da UFBA em 1978, HILDA SALOMÃO desenvolveu “no berço” a sua arte, vivenciada em terceira geração de ceramistas em linhagem materna. Criar, executar, recriar, experimentar, pesquisar, transformar, reciclar, renovar, descobrir… são verbos conjugados pela ação da artista talentosa e inquieta na sua gênese. A pintura e a escultura são indissociáveis na sua obra, que tem como suporte o barro – ou melhor – como insumo na definição de uma linguagem plástica que modela, transforma-se na química da queima e revela-se personalíssima, apesar de tão antiga.

Sua intuição associa-se à emoção e à investigação científica, para gerar a descoberta do novo, reciclando e recriando a partir de peças quebradas, madeiras e pedras catadas “à toa”, como se o acaso não fosse fruto da atenção e sintonia criadora da artista. Sua poética é carregada de um ingênuo lirismo, nada acadêmico, singularmente universal.

Seu fazer está sempre subordinado à idéia; conceitual, conseqüente e fruto da experiência conjugada ao domínio do tema. Para poder trabalhar em grandes dimensões, desenvolveu uma técnica própria de fazer a cerâmica em suporte de madeira – genial – com resultado plástico surpreendente e qualidades físicas adequadas ao trabalho proposto, numa inventiva e talentosa ação criadora. Sua obra é singular e personalíssima, contendo, em si mesma, a sua assinatura artística.

HILDA SALOMÃO expõe; madura, segura, inovadora, criativa e atualíssima; na proposta, no conceito, na obra. Sua arte não pede licença, o espaço e o tempo são seus… e você é testemunha!

Francisco Senna
Presidente da Fundação Gregório de Mattos

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